por Redação 09/06/2026 12:18
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| foto:IngridKelly/secom |
Um estudo
elaborado pelo Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal, em
parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), aponta que
Acrelândia, Assis Brasil e Cruzeiro do Sul integram a chamada “Rota da
Criminalidade na Amazônia”.
Segundo o
boletim, o Acre consolidou papel estratégico nas rotas do narcotráfico que
atravessam a região amazônica. O documento destaca que o rio Juruá é utilizado
como corredor para a entrada de cocaína proveniente do Peru e de skunk
produzido na Colômbia.
A presença
dos três municípios acreanos em diferentes regiões do estado — Baixo Acre, Alto
Acre e Juruá — indica que as rotas criminosas se espalham por diversas áreas do
território acreano, e não se concentram em um único ponto, conforme o
levantamento.
O estudo
ressalta que a localização geográfica do Acre favorece a conexão com países
vizinhos. Dos 22 municípios do estado, 17 possuem áreas de fronteira
internacional.
Acrelândia
está situada em uma região próxima à Bolívia, enquanto Assis Brasil e Cruzeiro
do Sul integram a faixa de fronteira com o Peru. Segundo os pesquisadores, essa
é uma das áreas mais extensas e sensíveis da Amazônia em relação à atuação de
organizações criminosas.
Além do
tráfico de drogas, o levantamento aponta a presença de madeireiros ilegais,
garimpeiros e grupos criminosos em áreas próximas a terras indígenas e unidades
de conservação localizadas na faixa de fronteira.
O documento
também registra índices elevados de violência sexual contra mulheres e
adolescentes nos municípios fronteiriços. De acordo com os pesquisadores, os
números superam os observados em outras cidades da Amazônia Legal.
inf.via/oacreagora




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