Cruzeiro do Sul

Mulher é morta pelo ex-companheiro em Cruzeiro do Sul

por Jocivan Santos 23/09/2025 21:39

Manhã desta terça-feira, 23, Maria José de Oliveira, 51 anos, foi assassinada a facadas no bairro Cruzeirão, em Cruzeiro do Sul.

O suspeito do crime é o ex-marido da vítima, que foi preso em flagrante encaminhado à delegacia, o homem tem 61 anos de idade.  

Segundo informações, Maria José foi assassinada na frente de alguns dos filhos que estavam no local.

O SAMU e a polícia militar foram acionados por vizinhos, mais ao chegarem ao local só confirmaram a morte da vítima.

Segundo informações, o homem já tinha passagem pela polícia por violência doméstica, e por abuso sexual das filhas.  

Dona Maria José tinha medida protetiva contra o ex-esposo, e era mãe de 16 filhos.

Vizinhos ficaram revoltados com o ocorrido, e tiveram que intervir para evitar a fuga do criminoso até a chegada da policia no local. 

O feminicídio ocorrido na manhã de terça-feira (23), em Cruzeiro do Sul, voltou a gerar questionamentos sobre a ausência de prisão preventiva do acusado, Nonato Prudência, 61 anos, investigado por violência doméstica e abuso sexual das filhas.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Vinícius Almeida, o crime aconteceu por volta das 6 horas, quando Nonato, mesmo com uma medida protetiva em vigor, entrou na residência da vítima Maria José de Oliveira, 51 anos, que estava na cozinha, e a esfaqueou. No local estavam três filhos menores e dois filhos maiores, que conseguiram deter o acusado até a chegada da polícia.

O delegado detalhou que, após o crime, o homem manteve comportamento frio e debochado, chegando a rir da situação, mesmo com a roupa ensanguentada e diante de testemunhas. “Ele negou o feminicídio, os abusos e agressões, afirmando ser um bom pai e marido, apesar de todos os relatos em contrário”, afirmou Vinícius Almeida.

O delegado reforçou que Nonato já havia sido investigado anteriormente por abuso sexual das filhas menores, mas a Justiça não decretou prisão preventiva na época, alegando que os crimes haviam ocorrido há muito tempo. O Ministério Público havia se manifestado favorável à prisão, mas o recurso foi negado.

Vinícius Almeida alertou para a importância de comunicar imediatamente à polícia qualquer descumprimento de medida protetiva, para que ações preventivas possam ser tomadas e evitar tragédias como esta.

 

 

 inf.via/jurua24horas



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