por Redação 02/01/2026 21:03
O diagnóstico do câncer colorretal é dividido em exames de rastreamento (em pessoas sem sintomas) e exames de confirmação:
• Pesquisa
de Sangue Oculto nas Fezes (FIT): Um teste laboratorial simples que detecta
vestígios de sangue invisíveis a olho nu. É o primeiro alerta, mas não confirma
câncer (pode ser hemorroida ou pólipo).
• Colonoscopia (O Principal): Um exame sob sedação onde um tubo flexível com câmera analisa todo o intestino grosso. Sua grande vantagem é ser preventivo: se o médico encontrar um pólipo (lesão pré-cancerosa), ele já o retira na hora.
•
Retossigmoidoscopia: Semelhante à colonoscopia, mas avalia apenas a parte final
do intestino (reto e sigmoide).
• Biópsia:
Caso uma lesão suspeita seja encontrada, um pequeno fragmento é retirado para
análise patológica, que dirá se as células são malignas.
Pontos de
Alerta (Quando Fazer?)
• Idade de
Início: A recomendação atual é que o rastreamento comece aos 45 anos para
pessoas sem histórico familiar.
• Histórico
Familiar: Se você tem parentes de primeiro grau que tiveram câncer de
intestino, os exames devem começar mais cedo (geralmente aos 40 anos ou 10 anos
antes da idade em que o parente foi diagnosticado).
• Sinais de
Alerta: Sangue nas fezes, mudança no formato das fezes (muito finas), dor
abdominal persistente ou perda de peso sem causa exigem exames imediatos,
independente da idade.
Pontos de
Orientação (Exames Complementares)
Uma vez
confirmado o diagnóstico, o médico pede exames de "estadiamento" para
ver a extensão da doença:
• CEA
(Antígeno Carcioembrionário): Exame de sangue usado para monitorar a resposta
ao tratamento, não para o diagnóstico inicial.
• Tomografia
Computadorizada: Para verificar se o câncer se espalhou para órgãos vizinhos,
como fígado ou pulmões.
•
Ressonância Magnética: Muito utilizada especificamente no câncer de reto para
planejar a cirurgia com precisão.
Fonte: Tua Saúde
Revisão médica: Dr.ª
Clarisse Bezerra
Médica de Saúde Familiar
CRM 16976-CE





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