por Ascom/pcac 26/01/2026 20:42
O Banco de
Perfis Genéticos auxiliou na identificação de mais dois crimes no Acre após o
cruzamento de dados genéticos de indivíduos condenados, inseridos no Banco
Nacional da Polícia Federal. A partir do confronto de DNA, foram confirmados um
crime contra o patrimônio e um crime de violência sexual, mesmo com os
suspeitos já se encontrando presos por outros delitos.
O resultado,
conhecido tecnicamente como “match”, ocorre quando há coincidência entre
vestígios biológicos coletados em locais de crime e perfis genéticos
armazenados nas bases de dados. Essa ferramenta tem se mostrado fundamental
para a elucidação de crimes sem autoria definida, inclusive casos antigos que
estavam arquivados, ampliando a efetividade das investigações criminais.
No Acre, a
coleta de material genético de pessoas condenadas é realizada tanto nas
unidades prisionais quanto no Instituto de Análises Forenses (IAF), por peritos
do Núcleo de Genética Forense. Enquanto o Banco de Perfis Genéticos Estadual
ainda não está plenamente implantado, os perfis são encaminhados para inserção
anual no banco federal, por meio de cooperação técnica entre a Secretaria
Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança
Pública (MJSP), e a Polícia Federal.
Os dois
‘matches’ foram identificados recentemente após os perfis genéticos coletados
no estado serem enviados a Brasília e inseridos no Banco Nacional. No primeiro
caso, o DNA de um condenado coincidiu com vestígios biológicos encontrados em
um local de crime contra o patrimônio. No segundo, a análise genética confirmou
a autoria de um crime de violência sexual. Em ambos, os envolvidos já haviam
sido condenados por outros crimes.
De acordo
com o diretor da Polícia Técnico-Científica do Acre, Mário Sandro Martins, a
genética forense tem papel estratégico no fortalecimento da persecução penal.
“Nesses dois casos, houve a identificação pelo confronto de DNA utilizando o
Banco de Perfis Genéticos. Os materiais coletados no Acre foram enviados para
Brasília e inseridos no banco nacional da Polícia Federal, permitindo atribuir
mais dois crimes aos suspeitos, um contra o patrimônio e outro de violência
sexual, mesmo eles já estando presos”, afirmou.





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