por Agência Brasil 30/01/2026 18:37
A Agência
Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou nesta sexta-feira (30) a
manutenção da bandeira tarifária no mês de fevereiro. Com isso, não haverá
cobrança de custos adicionais na fatura de energia do consumidor.
“De um modo
geral, as chuvas foram mais favoráveis nos últimos 15 dias de janeiro, em
relação à primeira quinzena desse mês, havendo uma recuperação do nível dos reservatórios
das usinas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Dessa forma,
não será necessário despachar as usinas termelétricas mais caras”, disse a
Aneel.
Pelo
calendário divulgado pela agência reguladora, no dia 27 de fevereiro sairá a definição
sobre a bandeira a ser aplicada em março,
Custos
extras
Criado em
2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis
da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto
está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada
nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.
A cada mês,
as condições de operação do sistema de geração de energia elétrica são
reavaliadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que define a
melhor estratégia de geração de energia para atendimento da demanda e traça uma
previsão de custos a serem cobertos pelas Bandeiras.
Portanto, as
cores das bandeiras tarifárias são definidas a partir da previsão de variação
do custo da energia em cada mês. Quando a conta de luz é calculada pela
bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras
vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh)
consumido.
Anualmente,
ao final do período úmido, em abril, a Aneel define o valor das Bandeiras Tarifárias
para o ciclo seguinte.
Os valores
cobrados são os seguintes: na bandeira amarela, com condições de geração menos
favoráveis, a tarifa sofre acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 quilowatt-hora
(kWh) consumidos; na bandeira vermelha, no Patamar 1, com condições mais
custosas de geração, a tarifa sofre acréscimo de R$ 4,46 para 100
quilowatt-hora kWh consumido.
Já na
bandeira vermelha, no Patamar 2, as condições de geração são ainda mais
custosas. Com isso, a tarifa sofre acréscimo de R$ 7,87 para cada 100
quilowatt-hora kWh consumido.





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