por Agência Brasil 14/02/2026 18:33
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| Foto: Rafael Bello/COB |
A história
foi escrita em Bormio, cidade nos Alpes italianos, próxima à divisa com a
Suíça. Neste sábado (14), Lucas Pinheiro Braathen conquistou a primeira medalha
do Brasil em uma Olimpíada de Inverno. E logo a dourada. O esquiador venceu a
prova do slalom gigante nos Jogos de Milão e Cortina.
O slalom
gigante consiste em duas descidas em um percurso com mastros fincados na neve,
as chamadas "portas", separadas por cerca de 25 metros. O esquiador
deve passar entre eles. Vence quem obtiver a menor somatória de tempo.
Nascido em
Oslo, capital da Noruega, mas de mãe brasileira, Lucas realizou as descidas em
2min25s, ficando 58 centésimos à frente do suíço Marco Odermatt, que levou a
prata. O bronze também foi para um atleta da Suíça, Loic Meillard.
Lucas
assumiu a liderança na primeira descida, ao concluir o percurso em 1min13s92.
Apesar de fazer apenas o 11º melhor tempo na descida seguinte (1min11s08), a
marca foi suficiente para o brasileiro se manter à frente dos suíços Odermatt e
Meillard.
Trajetória
Aos 25 anos,
Lucas defendeu a Noruega até 2023, quando anunciou que iria parar de competir.
Ele disputou a Olimpíada de Inverno de Pequim, na China, em 2022, como atleta
nórdico, mas não completou as provas que participou.
Em 2024,
voltou atrás na ideia de aposentadoria e procurou o Brasil. No ano seguinte,
passou a representar a terra natal de sua mãe, conquistando pódios históricos
em etapas de Copa do Mundo de esqui alpino, culminando no ouro inédito em
Bormio, neste sábado.
Antes de
Lucas, o melhor resultado do Brasil em Olimpíadas de Inverno era de Isabel
Clark. Nos Jogos de Turim, também na Itália, há 20 anos, a carioca ficou em
nono no snowboard cross.
Outro a
competir na prova deste sábado foi Giovanni Ongaro. Também filho de mãe
brasileira, mas nascido em Clusone, na Itália, ele somou 2min34s15 nas descidas,
ficando na 31ª posição.
Brasil nos
Jogos
O ouro deste
sábado pode ter sido somente a primeira medalha do Brasil em Milão-Cortina.
Na
segunda-feira (16), a partir das 6h (horário de Brasília) será a vez do slalom,
prova semelhante à versão "gigante", com a diferença que a distância
entre os mastros é menor (cerca de 13 metros).
Além de
Lucas e Giovanni, o Brasil será representado pelo carioca Chrisitan Soevik, outro
que é filho de pai norueguês e mãe brasileira.





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