por Jocivan Santos 11/02/2026 12/27
A Força
Integrada de Combate ao Crime Organizado da Policia Federal no Acre, realizou
nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira, 11, uma operação de combate ao
tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro.
A operação Purgare
teve o objetivo de dar cumprimento a cinco mandados de prisão preventiva, e 18 mandados
de busca e apreensão, contra alvos investigados por lavagem de dinheiro e
tráfico de drogas.
As execuções
dos mandados foram expedidas, pela 1º vara criminal da comarca de Rio Branco.
Segundo a polícia
federal o grupo criminoso atuava no envio de drogas para outros estados do
pais, e no Acre tinha como um dos chefes da organização criminosa, um membro de
uma família conhecida da capital, que articulava toda uma logística de
transporte da droga para fora do estado.
Um dos alvos
da operação foi um dos proprietários donos da empresa de bolachas Miragina.
Agentes da polícia
federal também deram cumprimento a um mandado de prisão contra Abrahão Felício
Neto, um dos donos da empresa, ele é neto do fundador da empresa Miragina, inclusive uma das empresas mais tradicionais de Rio Branco, e que não investigada na operação.
Além de Rio
Branco a polícia federal cumpriu mandados também em Cruzeiro do Sul, e em municípios
de outros estados do Brasil como, Santarém (PA), Maceió (AL) e Ribeirão das
Neves (MG).
14 veículos tiveram busca e apreensão autorizada pela justiça, e ao todo um valor total de R$ 108 milhões dos investigados também foram bloqueados pela justiça.
A empresa miragina
S/A divulgou nota e disse não ser alvo da operação.
Veja a nota;
A Miragina
S/A Indústria e Comércio vem a público esclarecer informações veiculadas acerca
da “Operação Regresso”, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta
quarta-feira (11).
Diante das
notícias que circulam, a Miragina S/A destaca que não é alvo, direta ou
indiretamente, da referida operação policial. Não é parte investigada, não é
mencionada no inquérito, e não é alvo de qualquer ordem judicial.
Apesar de
ter comparecido à sede da empresa na manhã de hoje, a Polícia Federal não
realizou qualquer de diligência em desfavor da empresa, que mantém suas
atividades regulares e preza pela transparência e conformidade legal em todas
as suas operações.
Dentre as
diversas pessoas investigadas, do que se pode conhecer, a operação menciona uma
pessoa ligada a uma das acionistas. Esta pessoa, contudo, não possui qualquer
participação, cargo de direção ou vínculo administrativo ou trabalhista com a
Miragina S/A.
Depois de algumas notícias sobre a empresa Miragina virem a tona pelas redes sociais após a operação, a policia federal divulgou nota confirmando que de fato a empresa não é investigada na operação Regresso ocorrida hoje em Rio Branco.
"A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Acre (FICCO/AC) vem a público esclarecer, devido a informações equivocadas divulgadas nas redes sociais, que a empresa Miragina não figura como investigada na Operação Regresso, hoje deflagrada pelo órgão.
A FICCO/AC esclarece que as diligências, hoje realizadas na sede da empresa, ocorreram em razão de que um dos alvos da operação é parente dos sócios do empreendimento e se utilizou indevidamente da estrutura da empresa para a prática dos ilícitos investigados.
A FICCO/AC é composta pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal do Estado do Acre, e a operação hoje realizada reafirma o compromisso dos órgãos de segurança pública em combater o tráfico de drogas e suas ramificações, garantindo a responsabilização de todos os envolvidos".








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