por Ascom/mpf 20/03/2026 09:53
O Ministério
Público Federal (MPF) entrou com uma ação civil pública com pedido de urgência
para obrigar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a reformar a Agência
da Previdência Social de Rio Branco (AC), que funciona em condições
consideradas precárias, insalubres e inseguras.
A ação foi
proposta pelo procurador da República Lucas Costa Almeida Dias após inspeções
técnicas e vistorias realizadas por diferentes órgãos públicos apontarem um
cenário persistente de degradação estrutural, falhas sanitárias, ausência de
acessibilidade e riscos à integridade de usuários e servidores.
Estrutura
precária e riscos à saúde – De acordo com o MPF, a unidade apresenta problemas
graves, como infiltrações, mofo, rachaduras, instalações elétricas irregulares
e risco de incêndio, além de equipamentos danificados e sistemas instáveis que
comprometem o atendimento ao público.
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| foto:vistoria/mpf |
Relatórios
técnicos também identificaram banheiros interditados ou sem condições de uso,
ausência de acessibilidade para pessoas com deficiência, falhas na climatização
e condições sanitárias inadequadas, incluindo ambientes com risco biológico e
presença de pragas.
Segundo a
ação, a situação tem gerado prejuízos diretos aos segurados, especialmente
idosos, pessoas com deficiência e moradores de áreas rurais, além de expor
servidores a condições insalubres de trabalho.
Omissão
reiterada e descumprimento de dever legal – O MPF destaca que o INSS foi
notificado por órgãos como Vigilância Sanitária, Corpo de Bombeiros e autoridades
municipais, mas não adotou medidas efetivas para corrigir as irregularidades.
Mesmo após
autos de infração e prazos para adequação, novas vistorias constataram a
permanência dos problemas, evidenciando, segundo o órgão, um padrão de inércia
administrativa.
A ação
também menciona que situações semelhantes já exigiram intervenção judicial
anterior para obrigar o INSS a conservar outros imóveis públicos no estado.
Violação de
direitos fundamentais – Para o MPF, a manutenção da agência nessas condições
viola direitos fundamentais, como o direito à saúde, à dignidade da pessoa
humana e à acessibilidade.
O órgão
ressalta que o serviço previdenciário atende justamente a populações mais
vulneráveis, o que torna ainda mais grave a prestação em ambiente incompatível
com padrões mínimos de segurança, higiene e respeito. Além disso, aponta que a
omissão compromete o princípio da eficiência administrativa e configura
descumprimento do dever legal de conservação do patrimônio público.
O MPF requer
que a Justiça determine, em caráter de urgência, que o INSS promova a completa
regularização da Agência da Previdência Social de Rio Branco, com a realização
de reformas estruturais e sanitárias, adequação das instalações elétricas e de
climatização, garantia de acessibilidade, melhoria dos equipamentos e da
infraestrutura tecnológica, além da regularização das condições de segurança e
manutenção predial. O órgão também pede que sejam asseguradas condições dignas
de atendimento ao público e que as medidas sejam confirmadas de forma
definitiva ao final do processo.





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