por Redação 28/05/2026 22:22
A Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de um novo
medicamento destinado ao tratamento e à prevenção da enxaqueca em adultos. O
remédio, chamado Nurtec ODT, desenvolvido pela Pfizer, amplia as opções
terapêuticas para pacientes que convivem com crises frequentes e recorrentes.
Segundo a
autorização concedida pela agência reguladora, o medicamento é indicado para
adultos diagnosticados com enxaqueca episódica, especialmente aqueles que
apresentam pelo menos quatro episódios mensais.
Nova
abordagem no tratamento da enxaqueca
O princípio
ativo do medicamento é o hemissulfato de rimegepanto sesqui-hidratado,
pertencente a uma classe mais recente de terapias desenvolvidas especificamente
para atuar nos mecanismos neurológicos relacionados à enxaqueca.
A substância
funciona bloqueando a ação do CGRP (peptídeo relacionado ao gene da
calcitonina), proteína associada ao processo inflamatório e à transmissão da
dor durante as crises.
Com essa
atuação direcionada, o tratamento busca reduzir tanto a intensidade dos
sintomas quanto a frequência das crises, oferecendo uma alternativa diferente
dos medicamentos convencionais.
De acordo
com dados apresentados no processo regulatório, os efeitos do medicamento podem
começar a ser percebidos em até duas horas após a administração.
Uso para
aliviar crises e também prevenir novos episódios
Um dos
diferenciais do Nurtec ODT é sua aprovação para duas finalidades distintas: o
alívio de crises já instaladas e a prevenção de novos episódios.
O
medicamento foi autorizado para pacientes adultos com enxaqueca com ou sem aura
— condição caracterizada por alterações visuais, sensitivas ou neurológicas que
podem surgir antes do início da dor.
Segundo a
Anvisa, quando não tratada adequadamente, uma crise de enxaqueca pode durar
entre quatro e 72 horas.
Doença
neurológica afeta qualidade de vida
A enxaqueca
é considerada uma doença neurológica crônica e pode causar impacto significativo
na rotina dos pacientes.
Além da dor
intensa, o quadro pode incluir sintomas como náuseas, vômitos, sensibilidade à
luz, intolerância a sons e dificuldade para realizar atividades cotidianas.
Para muitos
pacientes, as crises afetam diretamente produtividade, relações sociais e
qualidade de vida.
A aprovação
do medicamento foi publicada no Diário Oficial da União por meio da Resolução
RE nº 2.105, de 22 de maio de 2026. O registro possui validade até maio de
2036.
inf.via/jornalopinião




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