por Ascom/dpeac 26/05/2026 11:26
A atuação da
Defensoria Pública dentro do sistema prisional vai além da assistência jurídica
individual. Com foco na garantia de direitos e na fiscalização das condições de
custódia, a instituição iniciou nesta segunda-feira, 25, mais um mutirão
carcerário no município de Tarauacá, voltado às pessoas privadas de liberdade
que cumprem pena no Presídio Moacir Prado.
A ação é coordenada pela Coordenação Criminal da Defensoria Pública do Acre (DPE/AC) e segue até o dia 29 de maio, contemplando custodiados das alas masculina e feminina da unidade prisional. A expectativa é de que aproximadamente 500 pessoas sejam atendidas ao longo da semana.
A equipe
responsável pelos atendimentos é formada pelo defensor público Gustavo
Medeiros, coordenador criminal da DPE/AC, e pelas servidoras Gabriela Souza
Escurra, Bárbara Lima Verde e Patrícia Oliveira de Souza. Durante o mutirão,
são analisadas situações processuais, pedidos de benefícios legais e demandas
relacionadas ao cumprimento da pena.
Entre os
pedidos mais frequentes estão solicitações de remição de pena por estudo e
leitura, progressão de regime e retificação de relatórios penitenciários. O trabalho
também busca identificar casos de excesso de prazo e contribuir para a melhoria
das condições do sistema prisional local.
De acordo
com o coordenador criminal da DPE/AC, defensor público Gustavo Medeiros, o
mutirão é uma ferramenta importante para garantir que os direitos previstos na
execução penal sejam efetivamente cumpridos. “Nosso objetivo é assegurar que
todas as pessoas privadas de liberdade tenham acesso à assistência jurídica e
que suas situações processuais sejam analisadas de forma individualizada. Além
disso, buscamos identificar casos de excesso de prazo, pedidos de benefícios
legais e situações que demandem intervenção da Defensoria Pública para garantir
a dignidade e o cumprimento da lei dentro do sistema prisional”, destacou.
Segundo a
Defensoria Pública, os mutirões fazem parte de uma política institucional
permanente de acompanhamento das unidades prisionais do Acre. A Coordenação
Criminal realiza, pelo menos, uma ação anual em cada presídio do estado,
garantindo assistência jurídica às pessoas que não possuem advogado constituído
e acompanhando o cumprimento de direitos previstos em lei.
Além de
assegurar o acesso à Justiça, os mutirões carcerários também desempenham papel
importante no enfrentamento da superlotação e da morosidade judicial, fatores
historicamente presentes no sistema penitenciário brasileiro. Em edições
anteriores, as ações resultaram em revisões de pena, concessão de benefícios e
encaminhamentos sociais para dezenas de custodiados.




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