Cruzeiro do Sul

“Estamos sendo tratados na lama”, desabafa empresário sobre situação do porto de Cruzeiro do Sul

por Redação 19/05/2026 12:12

A situação do porto de Cruzeiro do Sul voltou a ser alvo de críticas por parte de empresários e trabalhadores que dependem diariamente do local para o transporte de passageiros e mercadorias no Vale do Juruá.

O empresário Carlos Alexandre, proprietário de uma lancha que realiza viagens intermunicipais entre Cruzeiro do Sul e Porto Walter, denunciou as dificuldades enfrentadas por barqueiros, passageiros e comerciantes devido às condições precárias da área de embarque e desembarque.

Segundo ele, o problema se agrava durante o período de verão amazônico, quando o nível do Rio Juruá baixa e o acesso ao porto fica tomado pela lama, dificultando o transporte de cargas e colocando em risco quem utiliza o local.

O empresário relatou que passageiros já sofreram quedas durante o desembarque. Em um dos casos citados, uma senhora idosa teria caído junto com a bagagem ao tentar acessar a área do porto.

Carlos Alexandre afirmou ainda que embarcações que deveriam chegar mais rapidamente a municípios como Porto Walter e Marechal Thaumaturgo acabam sofrendo atrasos devido à dificuldade no embarque de mercadorias em Cruzeiro do Sul.

Durante o desabafo, o empresário também cobrou esclarecimentos do poder público sobre recursos que, segundo ele, teriam sido destinados para melhorias no porto da cidade. Ele pediu posicionamento da Prefeitura de Cruzeiro do Sul e de parlamentares acreanos sobre possíveis obras de infraestrutura no local.

De acordo com o empresário, uma das soluções seria a construção de uma estrutura pavimentada na área de acesso ao porto, utilizando asfalto, concreto ou tijolos, para retirar trabalhadores e passageiros da lama.

O porto de Cruzeiro do Sul é considerado estratégico para o transporte fluvial na região do Juruá, sendo utilizado diariamente no envio de mercadorias e no deslocamento de passageiros para cidades como Porto Walter, Marechal Thaumaturgo e comunidades ribeirinhas da região.



inf.via/juruáOnline

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