por Redação 25/06/2026 22:01
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| Foto: Alisson Noronha/IgesDF |
Divulgada
nesta quinta-feira (25/6), a nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz
reforça o alerta para a manutenção da alta do número de casos de Síndrome
Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país. Todas as unidades da Federação, com
exceção de Rondônia, Piauí e Pernambuco, apresentam incidência de SRAG em nível
de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas. Oito delas também
sinalizam crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a
Semana Epidemiológica 24: Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul,
Paraná, Rio de Janeiro, Roraima e Santa Catarina. Esta alta de SRAG segue
associada, principalmente, à maior circulação do vírus sincicial respiratório
(VSR) e, em algumas regiões, também às influenzas A e B. Referente à Semana
Epidemiológica 24, a atualização abrange o período de 14 a 20 de junho.
A
pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe, observa que, em relação à
Covid-19, o número de casos de SRAG apresenta aumento em alguns estados, como
Amazonas, Pará e Ceará, mas que, no entanto, esse crescimento ainda é lento e
que os casos semanais permanecem em níveis baixos. Diante deste cenário,
Portella chama a atenção para a importância de a população elegível manter a vacinação
contra o vírus em dia.
"Lembrando
que idosos e pessoas imunocomprometidas precisam tomar doses de reforço da
vacina contra a Covid-19 a cada seis meses para ficarem adequadamente
protegidos. A vacinação é a principal forma de proteção contra casos graves e
óbitos causados pelos principais vírus respiratórios associados à Síndrome
Respiratória Aguda Grave, como influenza, Covid-19 e vírus sincicial
respiratório. Por isso, é fundamental que as pessoas dos grupos de risco e
elegíveis estejam com a vacinação em dia”, ressaltou.
Além disso,
recomendou a pesquisadora, é importante manter medidas de prevenção, como lavar
sempre as mãos e utilizar máscara em postos de saúde e em locais fechados ou com
maior aglomeração de pessoas. Caso apresente sintomas de gripe ou resfriado, o
ideal é permanecer em isolamento. Se isso não for possível, a recomendação é
sair de casa usando uma boa máscara, para reduzir o risco de transmissão do
vírus para outras pessoas.
Estados e
capitais
Os casos de
SRAG por VSR continuam aumentado em toda a região Sul (PR, SC e RS), boa parte
do Sudeste (RJ, MG e SP) e em alguns estados do Norte (AP, PA e RR), Nordeste
(AL, CE, MA) e no Mato Grosso do Sul. Nos estados do Acre, Pará, Mato Grosso,
Goiás, Distrito Federal, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe e
Espírito Santo os casos de SRAG por VSR continuam altos, mas já mostram sinais
de interrupção do crescimento ou queda.
As
hospitalizações por influenza A seguem aumentando no Acre e em Roraima e,
embora apresentem tendência de estabilização ou queda, permanecem em níveis
elevados em Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Já os
casos graves por Influenza B continuam aumentando em boa parte do Centro-Sul
(GO, DF, MS, MG, SP, RJ, PR, RS e SC), além do Ceará e do Maranhão. Os casos de
SRAG por Covid-19 seguem com sinal de crescimento em alguns estados do Norte
(AM, CE e PA), mas o número semanal de casos ainda permanece baixo. As
notificações de SRAG por Covid-19 permanecem com indícios de aumento em alguns
estados da Região Norte (Amazonas e Pará), além do Ceará. No entanto, o número
semanal de casos ainda permanece baixo.
Oito das 27
capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco,
com sinal de crescimento na tendência de longo prazo até a semana
epidemiológica 24: Boa Vista (Roraima), Curitiba (Paraná), Florianópolis (Santa
Catarina), Macapá (Amapá), Porto Alegre (Rio Grande do Sul), Rio de Janeiro
(Rio de Janeiro), São Luís (Maranhão) e Vitória (Espírito Santo).
Dados
epidemiológicos
Nas quatro
últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos foi de
16,4% para influenza A, 7,9% para influenza B, 53,1% para vírus sincicial
respiratório, 23,9% para rinovírus e 2% Covid-19 (Sars-CoV-2). Entre os óbitos,
a presença desses mesmos vírus, considerando apenas os casos positivos e o
mesmo período, foi de 38,3% para influenza A, 12,6% para influenza B, 20,9%
para vírus sincicial respiratório, 21,6% para rinovírus e 7,5% para Covid-19
(Sars-CoV-2).
Em nível
nacional, a análise verificou sinal de manutenção do crescimento dos casos de
SRAG entre os idosos e desaceleração desse crescimento entre crianças menores
de dois anos e pessoas de 15 a 49 anos. Entre crianças e adolescentes de dois a
14 anos, os casos estão em queda.
O cenário
atual, em nível nacional, aponta estabilização ou oscilação nas tendências de
longo e de curto prazo. No ano epidemiológico de 2026, já foram notificados
97.813 casos de SRAG, sendo 49.511 (50,6%) com resultado laboratorial positivo
para algum vírus respiratório, 34.270 (35%) com resultado negativo e 7.771
(7,9%) ainda aguardando resultado laboratorial.
Incidência e
mortalidade
A incidência
e a mortalidade semanais médias, nas últimas oito semanas epidemiológicas,
mantêm o padrão característico de maior impacto nos extremos das faixas etárias
analisadas. A ocorrência de SRAG é mais elevada entre as crianças pequenas e
está associada, principalmente, ao vírus sincicial respiratório. Já a
mortalidade é maior entre os idosos, tendo como principal causa o vírus
influenza A.
Em relação
aos casos de SRAG por influenza A, a incidência tem apresentado maior impacto
em crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade é mais elevada na
população com 65 anos ou mais. As ocorrências de SRAG por Covid-19 continuam
baixas em todas as faixas etárias.
Inf.via - Regina
Castro (Agência Fiocruz de Notícias)





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