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Mel Gibson deve mergulhar em outra polêmica, desta vez com a obra A Ressureição de Cristo

por Jocivan Santos 01/06/2026 00:41

Em 2024, quando o astro do cinema Mel Gibson lançou a obra cristã a “Paixão de Cristo”, levou uma enxurrada de críticas, foi xingado de todas as formas, acusado de ser homofóbico, racista e violento. Para se ter uma ideia do tamanho da polarização na época em torno da obra, o ator foi considerando também persona no grata em hollywood e acusado antissemitismo.

Mais as críticas não adiantaram muito, porque a obra orçada em 30 milhões, e um elenco quase perfeito nas performances, arrecadou US$ 612,1 milhões de dólares em todo o mundo – o que tudo indica que apesar da polarização em torno da obra nos cinemas, o resultado financeiro foi positivo.

Agora, Mel Gibson no auge dos seus 70 anos, resolve da continuidade a história no cinema, e voltou aos sets de filmagens como ator e diretor, para filmar “A Ressurreição de Cristo”. Ao ser perguntado sobre o assunto, Mel Gibson disse que tem como missão contar a história do que ele acredita ser, a história mais importante da humanidade.

O roteiro de “A Paixão de Cristo” é baseado nos diários de Ana Catarina Emmerich (1774-1824) apresentados no livro “A Dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo”, traduzido para o latim, hebreu e aramaico pelos jesuítas em Los Angeles. “A Ressurreição de Cristo” vem com uma segunda parte da obra “A Paixão de Cristo” e será dividida em duas partes.

A primeira parte prevista para chegar aos cinemas em 6 de maio de 2027, a segunda parte em 25 maio de 2028.

Com um orçamento estimado em cerca de US$ 250 milhões para as duas partes, a produção promete apostar pesado em efeitos visuais para retratar as batalhas espirituais ocorridas. O roteiro foi escrito pelo próprio Gibson em parceria com Randall Wallace roteirista do filme "Coração Valente".

 “A Ressurreição de Cristo” se concentrará nos eventos que ocorreram três dias entre a crucificação e ressurreição, quando Jesus desceu ao seio de Abraão (ou Mansão dos mortos), onde pregou e resgatou os santos do Antigo Testamento. Mel Gibson afirmou em entrevistas separadas que a Queda dos Anjos e o Descida de Cristo aos infernos também seriam partes fundamentais do filme.

De acordo com Edward Pentin, do National Catholic Register, o filme "cobrirá passo a passo os eventos que antecederam a Ressurreição de Jesus experienciada pelos Apóstolos, mas também seguirá as intrigas que aconteceram no palácio de Herodes e terminará com os eventos que aconteceram em Jerusalém no Domingo da Ressurreição".

Além disso, “A Ressurreição de Cristo” será um filme não linear e introspectivo, onde "outros reinos" e "dimensões" serão explorados também nessa obra.

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