por Ascom/pcac 06/07/2026 11:13
A Polícia
Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos
(DRCC), deflagrou uma operação na manhã desta segunda-feira, 6, para
desarticular um esquema criminoso especializado no “golpe do falso
intermediário”. A fraude consistia em enganar compradores e vendedores durante
negociações de veículos pela internet.
Durante a
ação, os agentes cumpriram oito mandados de busca e apreensão em diferentes
endereços da capital acreana. Além das buscas, o Poder Judiciário determinou o
sequestro de ativos financeiros em diversas contas bancárias vinculadas aos
alvos da investigação.
As
investigações apontam que o grupo criminoso operava em Rio Branco
arregimentando correntistas locais, conhecidos popularmente como “laranjas”,
para emprestar suas contas bancárias. Essas contas eram utilizadas para receber
os valores transferidos por vítimas de golpes com veículos ocorridos fora do
Acre.
Assim que o
dinheiro caía nas contas, o grupo realizava saques e recebia as quantias em
espécie. Em troca do empréstimo das contas, os correntistas recebiam um
percentual do valor fraudado. Essa estratégia permitia que os cabeças do
esquema ficassem com a maior parte do lucro sem deixar rastros bancários
diretos, colocando quem cedeu a conta na mira imediata da polícia.
Até o
momento, a operação resultou na apreensão de: R$ 14.000,00 em dinheiro em
espécie, dois veículos utilizados pelos investigados, dois notebooks e um
aparelho celular, que passarão por perícia técnica, além de ativos financeiros bloqueados
em contas bancárias.
O delegado
responsável pelo caso, titular da DRCC, Dr. Eustáquio Nomerg, ressaltou que a
ação desta segunda-feira é apenas o início de um trabalho mais amplo de combate
a essa modalidade de crime cibernético no estado. “Esta foi a primeira etapa da
nossa operação. Conseguimos mapear a estrutura inicial desse grupo que captava
os correntistas e movimentava o dinheiro das fraudes aqui em Rio Branco. O
material apreendido hoje será fundamental para aprofundar as investigações,
identificar novas ramificações e chegar aos mentores intelectuais que tentam se
ocultar atrás dessas contas de terceiros”, afirmou.
Os
investigados e os correntistas identificados poderão responder por crimes como
estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.







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