por Ascom/tce-ac 08/09/2026 10:20
A presidente
do Tribunal de Contas do Acre, conselheira Dulce Benício, recebeu, nesta
segunda-feira (31), representantes do Fundo das Nações Unidas para a Infância
(Unicef). para debater políticas e estratégias de sensibilização da população e
outras estruturas governamentais para os riscos do consumo de álcool e outras
drogas durante a gravidez.
O encontro
contou com a participação da oficial de saúde e nutrição do Unicef, Neidiana
Ribeiro, do articulador do Fundo no Acre, Thiago Fabrício, da integrante do
Coletivo Famílias SAF Brasil, Cleísa Brasil e da diretora da Escola de Contas,
conselheira Naluh Gouveia.
“Esse
momento foi para discutir todos os danos do uso do álcool durante a gravidez as
complicações para o recém-nascido como a prematuridade e outras síndromes. Por
exemplo, a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF). A gente está trabalhando em
fortalecer ações para minimizar os impactos, então essa força tarefa se junta
ao Tribunal de Contas para pensar ações que cheguem até os municípios e
sensibilizem toda a comunidade”, explicou Neidiana.
“Por serem
de certa forma mais isolados do restante da região. Vamos propor a metodologia
para tratar gravidez na adolescência, saúde, nutrição e imunização de crianças
e adolescentes, além do consumo de álcool e outras drogas”, salientou.
Os
municípios do Acre têm até novembro deste ano para concluir seus planos operacionais
de saúde para crianças e adolescentes e dezembro para revisá-los. As propostas
devem contemplar os temas que estão sendo discutidos pelo Unicef.
Síndrome Alcoólica Fetal
A Síndrome
Alcoólica Fetal é provocada pelo consumo de álcool durante a gravidez e
representa o estágio mais grave dos Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal.
Não há, no entanto, estatísticas oficiais porque não é uma doença de
notificação obrigatória.
Segundo
Cleísa, a luta do coletivo é por mais capacitação dos profissionais de saúde
para diagnosticar precocemente e dimensionar o número de pessoas afetadas.
Estudos indicam entre 1,9 e 9,2 milhões de brasileiros vivendo com o TEAF no
Brasil, o que demonstra a magnitude do problema.
Ela e o
marido são pais adotivos de uma criança nascida com a síndrome. “A gente não se
vê o nosso trabalho como exemplo, mas, como nossa vida”, finalizou.





.gif)
0 comments:
Postar um comentário