por Redação 01/09/2026 19:18
Uma colisão
envolvendo um carro e duas motocicletas deixou três pessoas mortas e uma quarta
gravemente ferida na madrugada de domingo, 30 de agosto, no quilômetro 16 da
BR-364, entre os municípios de Tarauacá e Feijó, no interior do Acre.
As vítimas
foram identificadas como Antônio Carlos Parente da Silva, Nahyure Antonieta
Gomes de Oliveira e Verony da Costa Viana Silva. A quarta pessoa envolvida no
acidente não teve a identidade divulgada e foi encaminhada em estado grave para
Cruzeiro do Sul.
O motorista
do automóvel foi identificado como o advogado João Victor Casas Lopes, que
ocupava o cargo de assessor especial da Casa Civil do governo do Acre. Segundo
a Polícia Civil, ele havia consumido bebida alcoólica no momento do acidente.
A
investigação deverá esclarecer as circunstâncias da colisão e determinar as
responsabilidades pela morte das três vítimas. A Ordem dos Advogados do Brasil
– Seccional Acre (OAB-AC) acompanha o caso.
O que
aconteceu?
O acidente
ocorreu na madrugada de domingo, 30 de agosto, no quilômetro 16 da BR-364, no
trecho entre Tarauacá e Feijó.
As vítimas
estavam em duas motocicletas e trafegavam no sentido Tarauacá-Feijó quando
ocorreu a colisão com o automóvel conduzido por João Victor Casas Lopes.
Antônio
Carlos Parente da Silva, Nahyure Antonieta Gomes de Oliveira e Verony da Costa
Viana Silva morreram no acidente. Uma quarta pessoa ficou gravemente ferida e
precisou ser encaminhada para atendimento médico em Cruzeiro do Sul.
Quem é o
motorista suspeito?
João Victor
Casas Lopes é advogado e, até o dia do acidente, ocupava o cargo de assessor
especial da Casa Civil do Acre.
De acordo
com o delegado José Ronério, responsável pela investigação, foi constatado que
o motorista havia ingerido bebida alcoólica.
Imagens
publicadas em uma rede social também mostram João Victor consumindo bebida
alcoólica durante a ExpoTarauacá, onde estava na noite do acidente enquanto
participava de atividades relacionadas à campanha política.
Prisão e
liberdade mediante fiança
João Victor
foi preso em flagrante no domingo, 30 de agosto, em Tarauacá, após a colisão.
Ainda no
mesmo dia, ele foi exonerado do cargo de assessor especial da Casa Civil,
função comissionada que ocupava desde novembro de 2025.
O advogado
constava na folha salarial do governo estadual com remuneração líquida de
aproximadamente R$ 15,5 mil.
Na
segunda-feira, 31 de agosto, João Victor passou por audiência de custódia e foi
colocado em liberdade após o pagamento de mais de R$ 16 mil de fiança, valor
correspondente a dez salários mínimos.
Segundo o
Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), a liberdade provisória foi concedida com
algumas medidas cautelares. Entre elas estão a obrigação de manter endereço e
telefone atualizados, acompanhamento pela Central Integrada de Alternativas
Penais (CIAP) e monitoramento eletrônico, sem prazo previamente fixado.
Investigação
continua
O caso segue
sob investigação para esclarecer a dinâmica da colisão, as circunstâncias que
antecederam o acidente e as responsabilidades pela morte das três vítimas.
A apuração
deverá reunir depoimentos, perícias e outros elementos que possam contribuir
para esclarecer o que ocorreu no trecho da BR-364.
A OAB-AC
acompanha o caso em razão do envolvimento de um advogado, enquanto as
autoridades policiais continuam responsáveis pela investigação.
inf.via/juruaonline




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