por Estadão 12/09/2026 09:55
TRE
considera que a candidatura do ex-governador do Acre fere a Lei da Ficha Limpa
por condenação anterior por corrupção e lavagem de dinheiro; decisões ainda
permitem recurso; ‘Estadão’ procurou a assessoria do candidato e aguarda
manifestação
O Tribunal
Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) indeferiu, unanimemente, a candidatura ao
Senado de Gladson de Lima Camelí (Progressistas), ex-governador do Estado. A
decisão ocorreu nesta sexta-feira, 11. Estadão procurou a assessoria do
candidato e aguarda manifestação.
A
candidatura foi barrada sob a justificativa de inelegibilidade, pelo período de
oito anos, de candidatos condenados por decisão de órgãos judiciais colegiados,
prevista na Lei da Ficha Limpa.
Camelí foi
condenado a 25 anos e nove meses de reclusão por crimes de peculato-desvio,
corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa pela Corte
Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) maio deste ano. O político
continua em liberdade porque a decisão ainda permite recurso.
Em agosto,
após ter o primeiro recurso negado, o político oficializou sua candidatura ao
Senado.
No voto pelo
indeferimento da candidatura, o relator considerou que a condenação anterior
justifica a inelegibilidade, mesmo que o trânsito em julgado não tenha
ocorrido.
No entanto,
o indeferimento da candidatura ainda é passível de recurso até a conclusão
definitiva do processo. No meio tempo, o candidato está na condição de sub
judice e, segundo a legislação, pode continuar executando atos de campanha
eleitoral.
Além disso,
o nome e o número do candidato na urna ficam preservados até a conclusão sobre
o registro da candidatura.
inf.via/estadão




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