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Polícia prende assassino da médica Elyne Assis, na zona rural de Epitaciolândia

por Jocivan Santos 06/11/2026 17:23

A Polícia Civil do Acre prendeu, na noite de quinta-feira (5), Lucivaldo Lopes de Souza, conhecido como "Pitaca". Ele é apontado pelas investigações como o executor do assassinato a tiros da médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos. A prisão ocorreu em uma área de mata na zona rural de Epitaciolândia, município vizinho a Brasiléia, onde o crime foi cometido na última segunda-feira (2).

A captura do suspeito foi o resultado de uma operação integrada entre as delegacias de Brasiléia e Epitaciolândia. Para localizar o homem na região de fronteira, as equipes policiais utilizaram drones equipados com tecnologia de visão noturna para monitorar e cercar o perímetro do esconderijo. Após ser detido em um forte esquema de segurança, ele foi encaminhado para interrogatório.

Durante o depoimento oficial prestado à polícia, o acusado confessou sua participação no crime. Ele revelou detalhes sobre o acerto financeiro por trás da execução.

Segundo Alex Dani, que é delegado do caso, o procurador e advogado Francisco Valadares Neto teria pago R$ 40 mil reais para encomendar a m0rt3 da médica Elyne de Assis Nogueira.

Ao executor do crime Lucival Lopes de Souza, vulgo “Pitaca”, foi pago apenas 10 mil reais do valor.

O mandante combinou o pagamento total de R$ 40 mil para a execução da médica. Lucivaldo receberia R$ 10 mil diretamente pelo crime, tendo pegado R$ 2 mil de forma adiantada.

Os outros R$ 30 mil seriam divididos entre dois intermediários, que atualmente seguem foragidos, também responsáveis pela contratação Pitaca.

O atirador já possui um histórico criminal extenso no Acre, com condenações anteriores por assalto, furto e tentativa de homicídio.

O caso é tratado como feminicídio. O principal suspeito de ordenar o assassinato é o ex-namorado da vítima, Francisco Valadares Neto, procurador municipal de Brasiléia, ex-vereador e advogado.

Elyne possuía duas medidas protetivas de urgência contra ele e relatava sofrer constantes ameaças, chegando a acionar o botão do pânico no dia em que foi executada pelas costas em um bar local.

O procurador foi encontrado desacordado na terça-feira (3) após uma tentativa de suicídio e segue hospitalizado sob custódia, com mandado de prisão preventiva decretado pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC).

                                               

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