por Agência de Noticias do Acre 04/06/2026 14:30
O governo do
Acre decretou situação de emergência em saúde pública em todo o estado em
decorrência do aumento expressivo dos casos de Síndrome Respiratória Aguda
Grave (SRAG) e da crescente pressão sobre a rede hospitalar. A medida foi
oficializada por meio do Decreto nº 11.901, publicado em edição extra do Diário
Oficial do Estado na última quarta-feira, 3, e terá vigência inicial de 90
dias.
A decisão considera o cenário epidemiológico registrado nos últimos meses, marcado pelo crescimento das internações por doenças respiratórias, especialmente entre crianças pequenas, idosos e pessoas com comorbidades, além da elevada ocupação dos leitos destinados ao tratamento desses pacientes o que exige a adoção de medidas excepcionais para garantir a assistência à população.
A publicação
ocorre após semanas de monitoramento intensivo conduzido pela Secretaria de
Estado de Saúde (Sesacre), que já havia emitido alerta epidemiológico diante do
avanço dos casos de SRAG no Acre. Dados da Vigilância em Saúde apontam que o
estado registrou 1.303 notificações da síndrome entre janeiro e maio deste ano,
número superior ao observado nos mesmos períodos de 2024 e 2025.
O monitoramento também identificou aumento na ocupação de leitos pediátricos, especialmente em unidades que atendem crianças com quadros respiratórios graves, reforçando a necessidade de ampliação da capacidade assistencial da rede.
Segundo o
secretário de Estado de Saúde, José Bestene, a medida não representa motivo
para pânico, mas sim uma ferramenta administrativa necessária para que o Estado
possa agir com mais rapidez diante do atual cenário.
“O decreto
de emergência é uma medida preventiva e estratégica que permite ao Estado
ampliar sua capacidade de resposta diante do aumento das síndromes
respiratórias. Nosso foco é garantir assistência adequada à população, reforçar
equipes, ampliar a oferta de serviços quando necessário e assegurar que nenhum
acreano fique sem atendimento”, afirmou o secretário.
Medida
amplia capacidade de resposta do Estado
Com o
decreto, a Sesacre passa a ter mecanismos legais para agilizar processos
administrativos relacionados ao enfrentamento da emergência, incluindo a
contratação de serviços, aquisição de insumos, ampliação da assistência e
adoção de medidas necessárias para garantir o funcionamento da rede de saúde.
O documento
também determina que órgãos e entidades da administração pública estadual atuem
de forma integrada no apoio às ações coordenadas pela Secretaria de Saúde
durante o período de vigência da emergência.
Na prática,
a medida fortalece iniciativas que já vêm sendo executadas pela gestão
estadual, como a reorganização dos fluxos assistenciais, reforço das equipes de
saúde, monitoramento diário da ocupação hospitalar e estudos para ampliação da
oferta de leitos.





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