por Portal Acre 02/06/2026 22:25
Roberto da
Silva Cirino, de 60 anos, foi morto com cinco tiros de escopeta na
segunda-feira (1º), na comunidade Baixa Verde, situada na estrada de Boca do
Acre, zona rural de Rio Branco. O autor dos disparos, segundo a Polícia Civil,
foi o próprio filho da vítima, Alexandre da Silva Cirino, de 27 anos, que horas
depois se apresentou espontaneamente na delegacia de Senador Guiomard, entregou
a arma utilizada no crime e confessou o homicídio.
As
circunstâncias que antecederam o caso estão sendo analisadas pelos
investigadores. Conforme informações apresentadas por familiares e pela defesa
de Alexandre, o jovem teria decidido procurar o pai após tomar conhecimento de
uma denúncia envolvendo a mãe.
Segundo os relatos, a mulher, ex-companheira de Roberto, teria sido vítima de violência sexual na quinta-feira (28), dentro da residência onde mora, no bairro Apolônio Sales, em Rio Branco. A família afirma que ela estava em recuperação de uma cirurgia quando o fato teria ocorrido.
Ainda de
acordo com os familiares, Alexandre soube da denúncia no domingo (31) e, no dia
seguinte, foi até a comunidade Baixa Verde para conversar com o pai. Durante o
encontro, ocorreu um desentendimento que terminou com Roberto sendo atingido
por cinco disparos. Ele morreu no local.
O episódio
também trouxe à tona relatos de violência familiar que, segundo parentes,
teriam ocorrido ao longo de vários anos. A defesa sustenta que Alexandre e os
irmãos cresceram em um ambiente marcado por agressões físicas e psicológicas.
Entre os
fatos mencionados está um episódio ocorrido quando Alexandre tinha apenas 4
anos. Conforme a versão apresentada pela família, ele sofreu lesões graves
atribuídas ao pai e precisou permanecer internado por cerca de seis meses.
A
ex-companheira de Roberto também é apontada pelos familiares como vítima
frequente de agressões durante o relacionamento. Os relatos indicam que as
violências teriam provocado consequências à saúde da mulher, incluindo sequelas
decorrentes de repetidos traumas sofridos na cabeça.
Após deixar
o local do homicídio, Alexandre seguiu para Senador Guiomard, onde procurou a
Polícia Civil. Além de confessar o crime, ele entregou a escopeta e os
cartuchos utilizados na ação.
A
investigação prossegue para esclarecer todos os detalhes do homicídio e apurar
as denúncias de violência doméstica e abuso sexual relatadas pelos familiares.




.gif)
0 comments:
Postar um comentário