por Redação 20/10/2026 10:13
O argentino
Daniel Néstor Guzmán, de 40 anos, investigado pelo feminicídio de Maria Ramona
Araújo da Silva, de 18 anos, foi preso na noite de 9 de outubro, no terminal
rodoviário de Presidencia Roque Sáenz Peña, na província de Chaco, na
Argentina. A captura foi resultado das investigações conduzidas pela Polícia
Civil do Acre (PCAC), com apoio da Polícia Federal (PF) e cooperação das
autoridades argentinas.
A investigação realizada pela PCAC permitiu identificar o suspeito e fundamentar o pedido de prisão preventiva, posteriormente autorizado pela Justiça. Como Guzmán havia deixado o Brasil, foram acionados mecanismos de cooperação internacional. O investigado também possuía uma notificação vermelha da Interpol, expedida em 24 de setembro, que contribuiu para sua localização fora do país.
Maria Ramona
foi encontrada morta em 2 de setembro de 2026, no banheiro de um apartamento no
bairro Conquista, em Rio Branco. A jovem apresentava um profundo ferimento no
pescoço, e os levantamentos policiais indicaram que o crime teria ocorrido dias
antes da descoberta do corpo. Desde então, a Polícia Civil reuniu elementos
para esclarecer o caso e identificar o principal suspeito.
Guzmán já
havia sido condenado pelo assassinato de outra companheira, Betzabeth Miguelina
Adam Daza, de 23 anos, que estava grávida de seis meses. O crime ocorreu em
julho de 2018, em Boa Vista, Roraima. Em 2022, ele recebeu uma pena de 24 anos
de prisão, determinada pelo Tribunal do Júri daquele estado.
O
investigado cumpria pena em regime semiaberto, com monitoramento eletrônico,
quando passou a ser investigado pela morte de Maria Ramona. A nova apuração
levou à representação pela prisão preventiva e, após a saída do suspeito do
território brasileiro, à mobilização dos mecanismos internacionais de
localização e captura.
A Polícia
Federal atuou na articulação com as autoridades estrangeiras por meio do Centro
de Cooperação Policial Internacional do Rio de Janeiro (CCPI-RJ) e do Núcleo de
Cooperação Internacional do Acre (NCI/AC), em conjunto com a Interpol e as
forças de segurança argentinas. A captura foi realizada pela Polícia da
Província de Chaco, em 9 de outubro. A prisão foi divulgada oficialmente pela
PF nesta segunda-feira, 19 de outubro.
O
delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Pedro Paulo Buzolin, destacou a
importância da atuação conjunta das instituições para o resultado da
investigação. “A Polícia Civil do Acre realizou a investigação, identificou o
suspeito e representou pela sua prisão preventiva. A partir desse trabalho, a
Polícia Federal teve uma participação fundamental, atuando na cooperação
internacional e na articulação com as autoridades argentinas, que efetivaram a
prisão. É importante reconhecer o trabalho de cada instituição, pois esse
resultado demonstra a força da integração policial. A fuga para outro país não
pode representar impunidade”, afirmou.
O
investigado permanece à disposição da Justiça argentina, enquanto são adotados
os procedimentos necessários à extradição para o Brasil. A Polícia Civil do
Acre informou que continuará acompanhando os desdobramentos do caso para que
ele possa responder perante a Justiça brasileira pela morte de Maria Ramona.
inf.via/agazeta.net






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